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Uma imagem vale mil palavras – Vox Pop

Setembro 22, 2006

Uma ideia que nasceu ainda no tempo da minha colaboração na radio NonsenseBB, que nunca chegou a avançar por falta de tempo, era a colocação de personagens ficcionais, baseadas nos estereótipos citados nas Correntes Adolescentes, a comentar os assuntos que eu for falando. Em jeito de teste irei fazer isso mesmo agora com o texto anterior. Por motivos de gosto irei no entanto restringir o uso da grafia usado por esses estereótipos.

O texto saiu um pouco grande, mas comentem para eu ver se desisto desta ideia, ou se vou fazendo de vez em quando.

Xico Ché é um jovem portugues na casa dos dezoito anos, que acredita convictamente que as duas maiores pessoas que alguma vez nasceram em Portugal foram Ché Guevarra (do qual retirou a segunda parte do nome, e do qual ignora quase tudo menos a imagem na tshirt), e Francisco Louçã (em honra ao qual adaptou a primeira). É membro do Bloco de Esquerda, e acha que o maior defeito do país nem é tanto a ilegalidade da ganza, mas sim o preço desta.

O nosso repórter encontra Xico Ché calmamente encostado a uma esquina no Chiado, fumando algo numa mortalha.

Olhar Marciano: Então jovem o que acha do uso de imagens com copyright indiscriminadamente na Internet?

Xico Ché: Acho mal, pois as imagens deviam ser legalizadas, e são fachos como tu que o impedem.

O.M.: Mas as imagens são legais, apenas não é legal o seu uso sem consentimento, ou a apropriação das mesmas sem respeitar o nome do autor.

X.C.: Eu acho que o autor devia ser legalizado!

O.M.: Mas… O autor é legal, logo não precisa de ser legalizado.

X.C.: FACHO!!!!

Após proferir este grito, sacou mais uma passa do seu cigarro e afastou-se, dando por terminado esta entrevista o nosso repórter

JoAnIxAh PiTaH é uma rapariga com aproximadamente dezoito anos que sonha entrar na faculdade num curso que seja de “bem”, como direito ou afins, e que pensa que a coisa mais importante no mundo a seguir à roupa, são os acessórios de moda. Acredita piamente na politica, e até é filiada numa J, a que tinha mais amigos parecidos consigo. É vulgar esquecer-se da ideologia do seu partido, mas nunca do bar onde dão as festas de campanha. É orgulhosamente dona de um hi5 onde mete todas as fotos que tira a si própria, e acha isso a coisa mais engraçada desde a invenção de batons com sabor.

Sentada na explanada de um bar situado num grande centro comercial o repórter Olhar Marciano encontra JoAnIxAh PiTaH, fumando um cigarro e bebendo um café e um copo de água das pedras.

Olhar Marciano: Boa tarde, podia fazer-lhe umas perguntas?

JoAnIxAh PiTaH: Claro, eu adoro completamente responder a perguntas. Sou perita nisso, adoro falar…

O.M.: Estou a ver, mas a pergunta…

J.P.: Posso responder a ela já. Sabia que também penso em ir para comunicação social ou relações publicas. São cursos muito in também.

O.M.: Sim, mas não quero tomar muito tempo seu, logo vou fazer a pergunta…

J.P.: Não tenha problemas com isso que eu tenho tempo. É que a minha amiga ainda telefonou do telemóvel chiquérrimo que ela tem para me dizer que estava atrasada. É que sabe, tenho imensas coisas a comprar, umas botas, um pólo, um top, cinco pares de brincos…

O.M.: O que acha da utilização de imagens com direitos de autor sem autorização na Internet?

J.P.: Não sei… Eu imagens só uso as minhas e com as minhas amigas no meu Hi5 e Photolog… O que diz o meu partido, é que sabe eu sou da politica, sobre isso?

O.M.: Isso a senhora é que sabe, eu não sei qual é o seu partido. Podia-me esclarecer sobre isso?

J.P.: Ah… Não me lembro. Olhe faça assim, vou ligar a uma amiga minha que também é do partido, depois o senhor passa aqui e pergunta de novo. Ok?

Lady Joana of the Dark Moon in a Bloody Dark Night é com uma negra historia na sua vida, que a fez uma pessoa muito sofrida, ou pelo menos é o que ela diz. As únicas tragédias que viu na realidade foi uma gripe na sua tartaruga e uma febre no seu peixinho dourado, mas ambas as situações deixaram-na em depressão durante anos. Adora sangue e tudo o que tem a ver com a terra, mas não é capaz de comer um bife mal passado, nem de sujar as sumas roupas imaculadamente pretas para se sentar no chão. Entre lojas de tatuagens e piercings na Baixa Pombalina, foi encontrada pelo nosso repórter

Olhar Marciano: Boa tarde, posso fazer-lhe umas perguntas?

Lady Joana of the Dark Moon in a Bloody Dark Night: A tarde não está boa, está demasiado clara e não tem o negrume igual ao da minha alma que anseia por mais que esta simples existência fútil, mas em nome da Deusa responderei às suas questões.

O.M.: Obrigado… O que acha da utilização de imagens com direitos de autor sem autorização na Internet?

LjotDMiaDN: Acho terrível, as lágrimas de sangue que derramo todos os dias por causa disso. É um dos motivos que me atormenta e pelo qual sofro como uma vampiro nos desenhos do Luis Royo.

O.M.: Não sabia que sofria tanto por isso. E vejo que aprecia um grande ilustrador do nosso tempo, que tantas vezes foi vitima dessa violação.

LjotDMiaDN: Claro que o adoro, ele sente o negro do mundo como eu. Até uso imagens dele como fundo no meu Hi5.

O.M.: E ele deu-lhe autorização?

LjotDMiaDN: Era preciso?

O.M.: Claro, era sobre utilização sem autorização que nos referíamos desde o inicio. Quer dizer, a senhora que estava tão deprimida por pessoas fazerem isso, também o faz?

LjotDMiaDN: Ai a minha vida, agora estou deprimida com todo este negrume. Acho que vou precisar de pensar bem neste caso, ai minha Deusa…

John Nigga é um basofe a tempo inteiro, e jovem a part-time. Às vezes vai à escola ter com a sua dama, mas raramente para as aulas. Apesar de ter dezoito anos ainda não passou do oitavo ano, mas já tem direito a um cap, um saxo cup, muito bling e um par de cubos de vidro nas orelhas. Para o encontrar basta ir a uma corrida ilegal de carros em via pública, ou a uma concentração da esquina. Foi no caminho para um desses eventos que parou para responder a umas perguntas.

Olhar Marciano: Boa noite, podia responder-me a uma pergunta?
John Nigga: Claro sócio, chuta lá essa question?

O.M.: O que acha da utilização de imagens com direitos de autor sem autorização na Internet?

J.N.: Acho uma beca mal. Agente do meu guetto não faz nada disso, é cena fuleira, andar ai a gamar imagens só naquela e depois meter por ai. Má cena, má cena sócio. É que agente ama mesmo as imagens estás a ver?

O.M.: Não esperava essa resposta tão pronta. E não sabia que gostavam assim tanto das imagens.

J.N.: Claro que gostamos. Passo dias a surfar na net a fazer giros à cata de imagens bacanas. E depois não gamamos, nós somos mais a frente. Downloadamos as imagens, metemos aquilo num Photoshop e fazemos alto tuning. É efeitos, é blurs, é até caps e airelons. Agente faz do cenário com aquilo.

O.M.: Então, mas assim viola o copyright.

J.N.: Sou contra essa merda sócio. Assim não. Acho mal não deixarem a nossa criatividade men. Isto é tudo perseguição, e por ter-mos nascido no guetto. O mundo tá contra nós men. E já agora, tens telemóvel?

21 comments

  1. LINDO LOOOOOOL :lol: Então o John Nigga abafa socio, abafa :lol: :lol: :lol:


  2. LOL O último então parte tudo!


  3. lololol, que risota!


  4. aahhahahahh tá fixe =DDD o último então =D “já agora…tens telemóvel?” ahahah LOL=X


  5. Boa caracterização dos grupos na generalidade, apesar que achar que a “simpática” JoAnIxAh PiTaH caiu demasiado para a vertente tia.

    Claro que um artigo desta natureza tem que ter ser sempre um lado hiperbólico mas isso é natural por si…

    Mesmo assim deu para uma boa risota o texto sim senhor =D


  6. Ao navegar pela net deparei-me com seu blog… e particularmente num artigo seu que publicou há tempos atrás. Um sorriso de superioridade deverá aflorar-se na sua polida face de portuguesinho arrogante e racista sempre que abre a sua boca… de certeza!! Como é limitada a sua visão das coisas, portuguesinho ignorante e preconceituoso. Não percebe que a História nem sempre é aquela que gostaríamos que tivesse sido? Sim, pois é de culpar os nossos antepassados e talvez mesmo a si próprio, pela sua inerente hostilidade para com o povo brasileiro, vítimas de pessoas como você. Afinal apenas precisamos é de ter sentido de responsabilidade e o mínimo de civismo, antes de lembrarmos de abrir a boca e dizer as maiores barbaridades… caia em SI! Sei que na nossa sociedade vivo rodeada de cobras de língua bífida… talvez serpentes a mais por esse mundo fora que procuram se destacar atacando e manobrando hostilidades contra outros seres humanos. Ainda por cima, um povo como o brasileiro, hospitaleiro, simpático e aberto que já foi e continua sendo tantas vezes explorado… olhe para si primeiro, antes de acusar os outros. Quem lhe disse que eles também gostariam de ter VOCÊ como irmão?? Até parece que a nossa sociedadezinha não seria tão rica se as cobras não existissem… nem você tinha alcançado o bem-estar de que goza, posso provar-lho por a+b! Contra factos, não há argumentos! Pois é, eu não tenho medo de cobras e quem tem medo delas é porque é ignorante. O desconhecimento do outro, com efeito, gera esse tipo de reacções. Mas tome nota: VOCÊ tem de envidar todos os esforços para se corrigir, porque se algo tá mal pode crer que o mal vem de si apenas. VOCÊ tem de contribuir para começar a combater esses preconceitos que tanto têm marginalizado a humanidade. Até que isso aconteça, todos têm o direito de se revoltarem CONTRA SI E CONTRA OS DA SUA LAIA! Se pensa que conseguiu uma proeza escrevendo esse vergonhoso texto, então fico duvidando da sua inteligência… todos os sinais que apresenta na sua escrita são reveladores de um carácter racista, preconceituoso e xenófobo. E quem aprovar seus comentários de ânimo leve é o mesmo que aceitar um delírio totalitário, autoritário, preconceituoso e asnático, de forte conotação racista. Simplesmente uma vergonha! Não deveriam ser permitidos blogs como o seu, com conteúdo indigno e infame. Como portuguesa só posso lamentar profundamente suas palavras!


  7. Dá-me a impressão que dôr de cotovelo é um sentimento generalizado dos brasileiros… e depois os portuguesinhos é que são intolerantes… lol


  8. Penso que o vírus do preconceito anda a alastrar-se, atacando portuguesinhos pretensiosos…. que pena! Só me resta desejar aos atingidos sinceras melhoras!!!


  9. E eu penso que o vírus da hipocrisia acaba de se demonstrar aqui nos comentarios… ou então é simplesmente o vírus da ingenuidade intlectual…


  10. Apenas quero fazer um reparo.Lamento que você não saiba escrever correctamente o português. Fique sabendo que esplanada é uma palavra que se escreve com s e não com x.RSRSRSRSRS… pois, um erro crasso de entre muitos erros que detectei nos seus textos… contudo, é evidente que não vou referir todos, porque perderia meu tempo… muito precioso, ok? Adorei conhecer seu blog e espero que a partir de agora procure produzir textos com correcção ortográfica, antes de os publicar. Sabe? É que é feio, não é? Afinal… tratando-se de um português como você, ESTUDIOSO e ainda por cima BLOGUISTA, deve dar o exemplo e saber dominar a sua língua materna.E não agradeça, sim? O prazer foi meu…HEHEHEHEHE. Só mais uma coisinha… poderá querer apoio, mas eu não dou explicações. Que pena… AH!AH!AH!AH!!!!


  11. Quanto a você “dextro” no seu comentário do dia 29 do corrente,apresenta também um erro grave, na forma verbal do verbo poder. Assim a palavra pudessem é na verdade com “u” e não com “o” como escreveu. Santa ignorância!!HAHAHAHAHAH…


  12. Milú basicamente a si digo-lhe: não me conheçe de lado nenhum nem a mim nem ao autor deste blog para nos julgar unica e exclusivamente pelo texto que escrevemos… Não andamos a tirar cursos de Português para acabarmos no desemprego e como tal não pode esperar que pequenos textos escritos em minutos e muitas vezes não revistos sejam publicados totalmente correctos… Se não compreende que como humano qualquer pessoa pode cometer um erro nem sei o que está a fazer a comentar este blog.

    PS: e habitualmente só responde unica e exclusivamente com problemas de ortografia quem não tem mais como discutir sobre o assunto em questão…


  13. Caros,
    O Milú, para além de usar como nome o “apelido” que se dá aos cãesinhos das Tias, pensa ser um ser supremo que não erra.
    Pois fique a saber que a Língua Portuguesa é só uma. Assim sendo, tudo o que o Sr. (você é muito feio, algo parolo mesmo) escreve que tenha diferença com o Português original é um erro.
    Dou-me ao trabalho de analisar os comentários, para que veja que também comete erros.
    1. “deparei-me com seu blog…” Deveria dizer “deparei-me com o seu blog.” O determinante, em português, não pode ser omitido.
    2. “que publicou há tempos atrás.” O HÁ é, neste caso, referente ao passado, proibindo assim o aparecimento do ATRÁS.
    3. “de portuguesinho arrogante e racista” Para já, mostre respeito se o exige. E depois, aprenda o que é RACISMO: “doutrina que tende a preservar a unidade da raça e assenta na suposta superioridade de uma raça que se confere o direito de exercer domínio sobre as outras; reacções ou atitudes que se harmonizam com esta teoria; mostras de hostilidade face a um grupo social ou étnico.”. Não o confunda “com aversão às pessoas ou coisas estrangeiras.”, XENOFOBISMO, coisa que, pelo pouco que conheço do Bruno, não existe.
    4. “antes de lembrarmos” MELHOR SERÁ Antes de nos lembrarmos.

    Milu, conseguiu entender que no seu orgulho ferido (que poderia ter demonstrado de outra maneira, mais delicada) errou mais vezes que o Bruno?
    Creia-me.
    Melhores Cumprimentos,
    Diogo


  14. Oi: As pessoas que não respondem a provocações são facilmente categorizadas de terem “bom génio” e, por vezes, de “ausência de personalidade”. Na realidade, essas pessoas possuem alta tolerância à frustração e um auto-controlo preciso. A cólera é uma emoção como tantas outras… é uma espécie de insanidade temporária. São os outros que a provocam ou somos nós que não temos controlo sobre ela? É necessário não culpabilizar o outro e reconhecer as pessoas e circunstâncias que nos descontrolam. Dizem que é bom “deitar a raiva cá para fora” e que ver filmes violentos, lutar ou dar socos numa almofada ou ainda assistir a lutas violentas são boas maneiras de libertá-la. Esta ideia, popular nos anos sessenta, é uma cópia da teoria da catarse, significando a busca do equilíbrio. A verdadeira teoria da catarse surgiu no teatro dos Gregos antigos, para os quais mostrar cenas de tristeza poderia ajudar pessoas da plateia que se identificassem com tal dor. Todavia, acreditavam que cenas de violência estimulariam as pessoas a utilizá-la. Contudo, a cólera aumenta a probabilidade de luta. Assim, se uma pessoa tem reacções raivosas perante determinada situação, tenderá a repeti-las. É como se tratasse de um vício. Para controlar a raiva poderá optar-se por meditar, treinar as suas habilidades sociais, fortalecer a sua auto-estima, contar até cinquenta e até atirar água fria para o rosto. Curiosamente os bebés com poucos meses já mostram expressões de raiva, mas no entanto, não há descontrolo. Cabe a cada um de nós descobrir o que o relaxa pois não se deve expressar a fúria de forma descontrolada… todavia, também não se deves reprimi-la. Procurar dominar a fúria que leva a actos destrutivos parece ser a atitude mais acertada. Afinal, a cólera aumenta a pressão sanguínea e o risco de doenças cardíaca. É relativamente consensual que se pode falar de racismo em três dimensões distintas, mas articuladas: racismo enquanto ideologia, racismo enquanto preconceito e racismo enquanto prática de discriminação. Mas a ideia de que as capacidades intelectuais e a cultura se transmitem de forma hereditária e desigual de acordo com as raças, ideia que toma como indicador principal, embora não exclusivo, a cor da pele, com o branco europeu do norte a ocupar o topo da hierarquia, é uma interpretação sobre a diversidade humana amplamente partilhada no campo intelectual e científico europeu da época, e não o produto de alguns espíritos isolados. Esta maneira de pensar, também designada por racialismo, é o resultado de uma formidável convergência de todos os campos do saber, com inumeráveis contribuições de filósofos, teólogos, anatomistas, fisiologistas, historiadores, filólogos, mas também de escritores, poetas e viajantes, numa Europa em que, por todo o lado, há quem “se apaixone pela medição dos crânios e dos ossos, a pigmentação da pele, a cor dos olhos e dos cabelos nas actuais análises. Sobre o preconceito racial, a segunda das três dimensões do racismo atrás referidas, vai-se à procura da manifestação dessas novas faces do racismo, nas representações comuns das populações ocidentais. É verdade que o preconceito racista, como outras formas de preconceito, tem uma grande maleabilidade e criatividade, ospreconceituos. Os que se agarram ao que for preciso para visarem o grupo, tomado como alvo. Nesse mesmo sentido que Sartre, no ensaio que dedicou ao anti-semitismo, dizia que “se o judeu não existisse, o anti-semita inventá-lo-ia”Dado que, nas novas formas de preconceito, as características fenotípicas representam apenas um entre vários factores de classificação, seria preferível adoptar, em vez de racismo, “expressões mais abrangentes do género de ‘etnocentrismo’ ou ‘discriminação e preconceito étnico’”. O conceito de racismo põe uma ênfase excessiva na diferenciação fenotípica, como princípio classificatório dominante, o que, se é verdade “em contextos radicados na tradição anglo-americana”, não o é em tantos outros contextos a nível mundial, “onde o preconceito e a discriminação também grassam, incluindo os lusófonoso Preconceito não é apenas uma atitude individual de certas pessoas (preconceituosas), mas uma forma de cognição social estruturalmente fundada, destinada a legitimar essas relações de dominação global e que conhece uma reprodução alargada através de todo o tipo de discursos. Estruturas de poder e de dominação, de cognição social e de discurso constituem, por outras palavras, o modelo articulado que o autor adopta para analisar o racismo. Tanto o racismo flagrante como o subtil, este último reconhecido também como a sua forma predominante, permeiam, em sentido descendente, “todos os níveis sociais e pessoais das nossas sociedades: desde as decisões, acções e discursos dos corpos legislativos e governamentais, passando pelos de várias instituições, na educação, investigação, media, saúde, polícia, tribunais e agências sociais, até à conversação, pensamento e interacção quotidianos”São, concretamente, as elites políticas, educativas, universitárias, empresariais e dos media, quem contribui para a reprodução do preconceito, pré-formulando persuasivamente o consenso dominante em matéria étnica e as formas populares de racismo. chamadas elites académicas. O racismo enquanto preconceito é uma fatalidade, ou seja, não pode não haver preconceitos racistas. Mais do que ser conceptualmente especificado, o racismo é aqui objecto de generalização conceptual, a um ponto em que toda a representação simbólica da distintividade étnica e racial — desde o seu mero reconhecimento de facto, passando pelos estereótipos mais ou menos inócuos que sobre ela se produzem, até às expressões mais explícitas e agressivas contra ela é virtualmente sinónimo de preconceito. O preconceito será, assim, tão inevitável quanto o é, no próprio funcionamento cognitivo humano, a produção de estereótipos, como forma de reduzir a imensa variedade de informação social relativa a grupos sociais. Ora, se é importante investigar que mecanismos psico-sociológicos alimentam o racismo em contextos sociais em que este é antinormativo, e que expressões subtis, não antinormativas, assume hoje o racismo não será menos importante sublinhar que há aqui uma diferença de natureza, mas também de grau, por comparação com os contextos em que o racismo não era ou não é antinormativo. O verdadeiro racista não tem vergonha e a célebre fórmula ‘eu não sou racista, mas…’ é susceptível de várias interpretações, a menos desfavorável das quais é a de que aquele que a pronuncia revela, por isso mesmo, sentimentos de que se envergonha e que não ousa manifestar enquanto tais. A tolerância pressupõe que um grupo tem o poder de ser tolerante e que os outros terão de esperar para ver se vão ser rejeitados ou tolerados. Por isso, a tolerância cultural é, essencialmente, uma forma de controlo cultural. Porémm. não está em causa que a discriminação racial, para além de actos individuais mais ou menos isolados, possa inscrever-se nas orientações de determinadas instituições e, por essa via, condicionar de forma difusa e indirecta as práticas de vários dos seus agentes. Apesar dos valores culturais e das normas legais anti-racistas que prevalecem nas sociedades ocidentais em geral, escolas, empresas, forças de segurança, entre outros, podem, de facto, em determinadas circunstâncias, ser lugar de práticas discriminatórias. Não é por isso, no entanto, que se deve considerar racista o próprio conjunto da organização social, como fazem os defensores do conceito de racismo institucional.Fiquem bem! Ah! É verdade… uma amiga minha tem uma iguana chamada Diogo e um gato chamado Filipe. Coisas dos humanos!


  15. Não faço ideia do que a/o Milú escreveu mas conheço bem uma tecla chamada “return” no teclado que costuma dar uma coisa em portugues chamada Paragrafo e que facilita muito a leitura…


  16. ninguém aqui se devia dar ao trabalho de descer ao nível da senhora que se faz tratar por MILÚ …

    ela não tem mais nada para fazer , por isso vem para aqui discriminar as outras pessoas …


  17. A Milú excreve bem. bexe mexmo k vai pa TIA. Axax-t + k os outros pk o teu portuga é sem erros?
    Ganha tino nox miolos. k idad tenx? Em k sec. vivex? Dah! o people ixcreve abreviado, i por vexex ax palavras ficam um coxe mal ixcritas.


  18. já virão ox desenhos animaldos do tin tin?
    claro k sim é tao antigo, max ta a dar de novo.
    bem o k eu queria dixer é k o cão do tin tin xamax MÍLU. ha ha ha.
    DXP max n rexixti a guxar um cox.


  19. textos pequenos para mim copiar sobre o desmprego eu só tenho 7 anos


  20. n entendi nada dok exclvext juju


  21. os chungas tem cultura sim, a nossa ideologia de vida podes ser diferente da tua mas significa que não preste pois se não prestaxe qualquer merda como tu entrava…xer xunga é ter personalidade, estilo e individualidade mas axima de td sbr xer um conjunto…arranja primeiro uma personalidade e dps critica os outros..nem sabes o k dizes fk lá c o teu gang da cableira….always xunga



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